domingo, 15 de julho de 2007

Coruja dá sorte ou azar?

No começo deste ano eu estava trabalhando em Foz do Iguaçu. Nesse tempo apareceu uma coruja aqui em casa, com a asa machucada. Meu marido, que é veterinário, não teve medo de cuidar dela. Vinte dias depois, Mauro mandou-a de volta para a natureza.
Mas há uns 15 dias, a danada voltou. Talvez tenha errado de casa e foi cair no pátio da vizinha que tem uma linda e bravinha cadela York Shire. Até hoje não sabemos se a cadela queria atacar a coruja ou a coruja queria comer a “dona encrenca”. O fato é que a vizinhança inteira madrugou acordada pelos gritos da vizinha que queria desesperadamente para o bem de sua cadelinha, separá-la da coruja. Com uma vassoura ela empurrou a York Shire longe, foi quando conseguiu pegá-la e trancá-la na lavanderia. A dona Coruja, toda metida, subiu na cadeira na porta da lavanderia e lá ficou, formosa e dona de si, de certo pensando: “quando você sair daí eu te janto”. E quem é que vai contrariá-la? Toda vez que alguém se aproximava da bichona ela abria as asas e começava a impôr seu grito altamente assustador!
O dia passou e ela fugiu. Na verdade se escondeu num cantinho, dessa vez, na frente do condomínio. Já estava escuro e muito frio quando a criançada veio correndo avisar que a coruja estava lá. Mauro pegou o cesto de colocar as roupas sujas, um papelão e lá foi pegar a corujinha mais uma vez. Assim que ameaçou se aproximar a coruja também ameaçou a começar seu gritinho, meio histérico até. Mas assim que ouviu a voz do Mauro ela parou, ficou quieta e se deixou pegar... Quem sabe reconheceu seu antigo “doutor”, ou quem sabe, fonte de alimento fácil...rsrs
E na minha casa novamente estava a corujinha, ou corujito, como carinhosamente a chamávamos. Dessa vez tive um contato maior com ela, pois eu estava em casa. No quarto ou quinto dia em que ela estava aqui, eu a vi tentando sair da casinha, já que a noite se aproximava. Foi quando eu disse ao Mauro que a asa dela poderia já estar curada e ela queria ir embora. Então a soltamos no dia seguinte, ao meio dia. Mas, pra nossa surpresa, ela não voou. Ficou pelo pátio. Acho que acabamos nos apegando ainda mais a ela. Por três dias ela ficou solta, no cantinho dela... e eu pude observá-la como nunca.
Aqui tem muitos pássaros e acho que por isso ela ficava toda desconfiada... isso porque os pássaros a atacariam de dia, porque sabem que seus filhotes e eles mesmos poderiam virar o jantar dela. Da janela da minha cozinha eu a via coçar por segundos a asa, depois rápida e subitamente levantar a cabeça e observar demorada e minuciosamente o terreno. Acho que por gostar das aventuras do Harry Potter eu me apaixonei também pelas corujas, que nos livros e filmes dele aparecem tão simpáticas e prestativas.
Mas ontem à noite saímos de casa, e quando voltamos, ela já não estava mais. A carninha que eu havia deixado para ela nem foi tocada. Vai ver para um bicho acostumado a lutar pelo alimento e a devorá-lo ainda com vida (e quentinho), não seja muito saboroso comer um bife gelado! Rsrs
Tem quem acredite que a coruja dá azar, que quando ela canta chama morte. Acho que isso é crendice, por ela ter sido o animal das bruxas. A coruja é um bicho muito tímido, e que pode ser extremamente dócil com seus donos se estiver em cativeiro, principalmente se criada assim desde filhote. E eu quero acreditar que ela traz é sorte, porque se for azar... coitada de mim! Chega!
Bom, quem sabe, a bela e pequenina coruja dos olhos amarelos brilhantes ainda volte. Bem lá embaixo dessa página tem uma fotinho dela!

Um comentário:

Diego Reis disse...

Muito show o Blog Michi, agora sim... he he he... Bjus e acesse www.visaodoesporte.blogspot.com... Se cuida... Diego Reis