domingo, 30 de dezembro de 2007

TURISTA PAULISTA É ASSASSINADA POR ASSALTANTES EM FOZ DO IGUAÇU

Hoje foi um dia triste aqui em Foz do Iguaçu. Uma mãe de família foi assassinada por bandidos que, infelizmente, se forem capturados ficarão apenas 45 dias no internato e serão liberados..é.. segundo informações da familia que sofreu o assalto, os bandidos são menores de idade. É triste, a dona vanda candido tinha 40 anos, dois filhos adolescentes, uma vida pela frente. A família é de Indaiatuba, São Paulo. Nem tava na programação deles vir pra foz. Foram pra Campo Mourão onde tinham família e resolveram vir conhecer as Cataratas. Quando voltavam de Porto Iguaçu na Argentina, pararam na ponte Tancredo Neves, entre os dois países, pra tirar uma foto com a placa de fundo. Três idiotas renderam os turistas, quebraram o vidro do carro e exigiram a máquina fotográfica. O marido dela entregou, e mesmo assim um deles atirou na mulher. O que que passa na cabeça de um animal desses??? Pra que matar a mulher...provocar uma tragédia pra família e também pra cidade que está cheia de turistas??? Cada notícia dessas são turistas a menos em foz e na região...
Triste... uma família que não vai esquecer nunca mais esse fim de ano. Só tenho a lamentar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Censura? Algo a esconder do povo???

Depois de tanto tempo, tantas coisas que queria ter colocado no blog e não deu, parei tudo para escrever sobre uma questão que me revolta. A pressão que a prefeitura de Guarapuava faz em cima dos funcionários municipais. Ninguém pode dar entrevista sem autorização expressa! Não podemos filmar alunos dentro das escolas, não podemos entrevistar esses alunos, nem professores... Eles podem até estar no direito deles de proibir, mas é duro de engolir. Hoje, por exemplo, não queriam deixar nem que a gente passasse do portão da escola nova do Dom Bosco, na Vila Carli. A escola está pronta, mas, falta inaugurar. Acabamos dando um nó no guarda, coitado, que vai pagar o pato, e entramos. Se ele levar bronca ou for prejudicado, tomara que ele chame a gente... Mas na escola velha (e põe velha nisso) a gente não pôde entrar. A diretora, sem poder fazer nada... “pau mandada”. Ou obedece ou vai pra rua. Os concursados... esses que poderiam falar... têm medo de ser transferidos lá pra conchinchina e ter de pegar dez coletivos pra chegar no trabalho. Aconteceu tantas vezes nas últimas semanas que to praticamente me sentindo na Venezuela. To achando que em vez de ir pra França inaugurar uma linha de trem que vai passar por Guarapuava, o prefeito foi visitar o Chávez. Nada contra o prefeito. Pelo contrário. A escola está com problema há bastante tempo e ele conseguiu construir uma nova. Isso é muito bom, aliás, a escola está muito bonita. Mas adiar a inauguração porque ano que vem é ano político, como alegam alguns vereadores, isso seria muita sacanagem com o povo. Pior que fazem isso aos montes por aí. E se não é verdade, por que não falar??? Não dar entrevista e explicar porque não inauguram a escola??? Por que correr da gente? Não deixar a secretária de educação falar, já que o prefeito tá na Europa? (aliás, podre de chique). Olha só, censurar, amedrontar, ameaçar, pressionar e enganar o povo é bem feio, feio mesmo.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sem celular e sem culpa: por que as operadoras são tão...? (melhor nem adjetivar)

É a segunda vez que algo assim acontece na minha família. Como é difícil e humilhante ter que resolver qualquer problema com as operadoras de telefonia, seja de telefonia fixa ou móvel. Imagine só, pra uma pessoa que gasta 40, 50 reais em celular por mês receber uma conta de 500 reais é uma diferença em tanto, não é? Pior de tudo, é que a pessoa nem gastou isso.
Foram anexados à nossa conta os gastos de um outro cliente, lá de Santa Catarina. Aí você liga na operadora (poderia ser qualquer uma, mas nesse caso é a TIM), fica longos minutos falando, esperando, passam você pra um e outro... até que depois de mais de meia hora eles prometem resolver o problema....
Seria simples, inclusive é até bem visível até onde vai a nossa conta e onde começa a do outro cliente. No entanto eles demoram semanas para resolver. E você liga lá e eles garantem: “Fiquem tranqüilos, seu celular vai continuar funcionando normalmente até a resolução do problema”. Isso numa semana... na outra já estávamos sem poder fazer ligação pelo celular. Foi bloqueado pela operadora por falta de pagamento! Isso é um absurdo. E ao conversar com outras pessoas, a gente descobre que não é um problema que aconteceu só com você. Muitas, mas muitas pessoas mesmo, passaram ou conhecem alguém que já teve esse tipo de problema. É revoltante!
E o pior é que dá até uma agonia só de pensar em ter que ligar pro serviço de atendimento. Da última vez, quando liguei pra saber a data exata do bloqueio do celular e por que tinham feito isso se temos vários protocolos em que nos garantiram que não iam bloquear, a atendente desligou na minha cara, veja só, como se eu fosse culpada por estar sendo lesada... puxa, que raiva!
Bom, dessa vez, (tivemos um outro problema parecido com a Brasil Telecom) entramos com processo na justiça contra a operadora, acho que por mais que a gente só se incomode, é preciso fazer alguma coisa, não dá pra lavar as mãos e deixar o povo brasileiro, o consumidor brasileiro continuar sendo humilhado. Acho que precisamos criar coragem, (inclusive em outras situações) e não ficar de braços cruzados esperando que um dia as coisas se resolvam. É preciso cobrar, insistir, e lutar pelos nossos direitos. Precisamos deixar de ser um povo passivo demais!

domingo, 15 de julho de 2007

Quem recebe Bolsa Família deve ser obrigado a prestar trabalho voluntário na comunidade?

Sexta-feira eu tava assistindo ao jornal da Tv Câmara quando passou a notícia que os deputados devem votar na próxima metade deste ano uma lei de que pelo menos uma pessoa da família que recebe o Bolsa Família tenha que prestar trabalhos voluntários. Difícil é a gente ser obrigado a ouvir tanta baboseira. Eu explico. Uma mulher que ta desempregada e que recebe o bolsa família, o personagem exemplo que a reportagem apresentou, falou que não tem como ajudar na comunidade porque tem que cuidar dos filhos, fazer o serviço em casa. (Coitada, fiquei até com mais dó ainda). Em seguida, uma “especialista” em trabalhos voluntários, comunitários... sei lá, vem dizer que o projeto apresentado é errado... porque se é voluntário não pode ser obrigado a fazer... (até aí parece que faz sentido) mas, acrescentou que essas pessoas, pela condição muitas vezes miserável, não têm qualificação para fazer um trabalho comunitário, que seria para um profissional.
Gente duma gente, como dizia o caboclo.... Como assim eles não podem ajudar? Isso é ridículo!
Olha, não lembro nem o nome do deputado que apresentou esse projeto, mas acho uma boa começar a incentivar as pessoas, seja qual for seu extrato bancário, a ajudar na comunidade, e mostrar que isso é possível em qualquer condição. Por exemplo, porque uma pessoa “sem capacitação” como disse a doutora lá, não pode ajudar cozinhando, auxiliando de qualquer forma numa casa de apoio, numa instituição? Ou criando uma horta comunitária? São tantos os serviços possíveis... mas não... ganhar tudo de graça, sem precisar mover um dedo é muito mais fácil. Talvez não precisasse ser uma lei, uma obrigação mesmo, porque esse espírito de solidariedade deveria fazer parte do cotidiano de qualquer um, sem que alguém precisasse obrigar... bom, e isso serve para todos nós também!

Coruja dá sorte ou azar?

No começo deste ano eu estava trabalhando em Foz do Iguaçu. Nesse tempo apareceu uma coruja aqui em casa, com a asa machucada. Meu marido, que é veterinário, não teve medo de cuidar dela. Vinte dias depois, Mauro mandou-a de volta para a natureza.
Mas há uns 15 dias, a danada voltou. Talvez tenha errado de casa e foi cair no pátio da vizinha que tem uma linda e bravinha cadela York Shire. Até hoje não sabemos se a cadela queria atacar a coruja ou a coruja queria comer a “dona encrenca”. O fato é que a vizinhança inteira madrugou acordada pelos gritos da vizinha que queria desesperadamente para o bem de sua cadelinha, separá-la da coruja. Com uma vassoura ela empurrou a York Shire longe, foi quando conseguiu pegá-la e trancá-la na lavanderia. A dona Coruja, toda metida, subiu na cadeira na porta da lavanderia e lá ficou, formosa e dona de si, de certo pensando: “quando você sair daí eu te janto”. E quem é que vai contrariá-la? Toda vez que alguém se aproximava da bichona ela abria as asas e começava a impôr seu grito altamente assustador!
O dia passou e ela fugiu. Na verdade se escondeu num cantinho, dessa vez, na frente do condomínio. Já estava escuro e muito frio quando a criançada veio correndo avisar que a coruja estava lá. Mauro pegou o cesto de colocar as roupas sujas, um papelão e lá foi pegar a corujinha mais uma vez. Assim que ameaçou se aproximar a coruja também ameaçou a começar seu gritinho, meio histérico até. Mas assim que ouviu a voz do Mauro ela parou, ficou quieta e se deixou pegar... Quem sabe reconheceu seu antigo “doutor”, ou quem sabe, fonte de alimento fácil...rsrs
E na minha casa novamente estava a corujinha, ou corujito, como carinhosamente a chamávamos. Dessa vez tive um contato maior com ela, pois eu estava em casa. No quarto ou quinto dia em que ela estava aqui, eu a vi tentando sair da casinha, já que a noite se aproximava. Foi quando eu disse ao Mauro que a asa dela poderia já estar curada e ela queria ir embora. Então a soltamos no dia seguinte, ao meio dia. Mas, pra nossa surpresa, ela não voou. Ficou pelo pátio. Acho que acabamos nos apegando ainda mais a ela. Por três dias ela ficou solta, no cantinho dela... e eu pude observá-la como nunca.
Aqui tem muitos pássaros e acho que por isso ela ficava toda desconfiada... isso porque os pássaros a atacariam de dia, porque sabem que seus filhotes e eles mesmos poderiam virar o jantar dela. Da janela da minha cozinha eu a via coçar por segundos a asa, depois rápida e subitamente levantar a cabeça e observar demorada e minuciosamente o terreno. Acho que por gostar das aventuras do Harry Potter eu me apaixonei também pelas corujas, que nos livros e filmes dele aparecem tão simpáticas e prestativas.
Mas ontem à noite saímos de casa, e quando voltamos, ela já não estava mais. A carninha que eu havia deixado para ela nem foi tocada. Vai ver para um bicho acostumado a lutar pelo alimento e a devorá-lo ainda com vida (e quentinho), não seja muito saboroso comer um bife gelado! Rsrs
Tem quem acredite que a coruja dá azar, que quando ela canta chama morte. Acho que isso é crendice, por ela ter sido o animal das bruxas. A coruja é um bicho muito tímido, e que pode ser extremamente dócil com seus donos se estiver em cativeiro, principalmente se criada assim desde filhote. E eu quero acreditar que ela traz é sorte, porque se for azar... coitada de mim! Chega!
Bom, quem sabe, a bela e pequenina coruja dos olhos amarelos brilhantes ainda volte. Bem lá embaixo dessa página tem uma fotinho dela!

Blog no Ar!

Há muito eu queria ter começado este blog, mas sempre faltava tempo pra escrever. Pretendo, a partir de hoje, atualizar sempre que possível com notícias de Entre rios, Guarapuava e região, também com discussões e reflexões sobre assuntos que pautam nosso cotidiano.

DISTRITO DE ENTRE RIOS
Pra começar, vou explicar onde fica e como é “Entre Rios”, onde moro. Entre Rios (nome porque a região fica entre os Rios Jordão e Pinhão) é um distrito 30 km ao sul de Guarapuava, na região Centro-sul do Paraná, colonizado por alemães (suábios do Danúbio, região da antiga Iugoslávia) que fugiram da Segunda Guerra Mundial. O distrito é formado por cinco colônias: Samambaia, Jordãozinho, Vitória, Cachoeira e Socorro.
A colônia Vitória é a principal, onde está a sede da Cooperativa Agrária, principal empresa que movimenta a economia local. São quase 600 cooperados, além dos pouco mais de mil funcionários, sendo que uma parte deles mora em Guarapuava, outra aqui mesmo na colônia Vitória.
DUAS REALIDADES – Ao longo dos anos, (a cooperativa foi criada em 1951) a grande oferta de empregos para operários, sem grandes exigências de formação, atraiu para cá muitas famílias que vislumbravam uma chance de melhorar de vida. Enquanto isso, os descendentes dos Suábios, seja devido à suas extensas áreas de terra (que ao contrário do que muitos pensam não foram doadas, e sim compradas), seja também pelo grande empenho e esforço dos mais antigos, construíram grandes patrimônios.
Muitos que aqui chegam pela primeira vez pensam estar em um outro mundo. Num primeiro instante o que causa essa impressão são as imensas casas, a maioria em estilo germânico, construídas em igualmente imensos terrenos, cuja medida mínima é de mil metros quadrados.
E assim, aqui podemos observar assim como nas cidades, a discrepância entre duas realidades: a dos que muito têm e a dos que apenas lutam para sobreviver. Em muitas famílias apenas o marido trabalha na cooperativa ou na cosntrução civil (área que tem crescido aqui devido ao aumento no número de construções e reformas) e as esposas acabam ficando sem muita escolha, além de trabalhar como empregadas ou babás. Aqui se alguém comenta que está precisando de empregada aparecem milhares de mulheres pedindo emprego. Isso é apenas uma prova de que faltam por aqui novos empreendimentos que gerem mais e melhores empregos. E isso inclui Guarapuava, uma cidade que eu pensava ser bem mais desenvolvida do que realmente é.
Se você quer saber mais informações sobre Entre Rios, ou a Cooperativa Agrária, acesse http://www.agraria.com.br/